Maquetes em MDF ganham espaço no mercado; material é considerado ideal para reprodução em pequena escala de grandes projetos

Historicamente, há fortes indícios de que as primeiras maquetes surgiram no Antigo Egito; antes de erguer as monumentais pirâmides, os egípcios construíam réplicas, em escala reduzida, de cidades inteiras.

Um pouco mais tarde, na linha histórica do tempo, temos registros dos vikings reproduzindo modelos de seus navios, sem contar os chineses que produziam pequenas urnas em forma de casas por volta de 1500 AC. Foi, porém, durante o Renascimento Italiano que o uso das maquetes, particularmente arquitetônicas, adquiriu uma dimensão nunca antes vista.

Pequena Paixão

No início de 2016, dois torcedores do Brasil de Pelotas, tradicional clube do interior do Rio Grande do Sul, tiveram a sorte de projetar o novo estádio do seu clube do coração – os arquitetos Diego Abeijon e Mariana Silva, proprietários da 360° Visualização da Arquitetura, foram os responsáveis pela confecção do projeto.

“Quando surgiram os primeiros comentários sobre um novo estádio, pensei que poderia fazer minha parte na história do clube. Depois de meses de negociações, batemos o martelo. Até para fazer a maquete é necessário um grande planejamento, pois é um projeto complexo e envolve várias especialidades”, conta Diego.

A maquete do novo estádio Bento Freitas foi feita na escala 1/100 e tem dimensões de 250cm x 250cm (centímetros).

“Juntamos várias informações visuais, imagens de torcedores e personagens que se eternizaram nas arquibancadas para tentarmos reproduzir as arquibancadas na maquete. Tudo foi representado nos mínimos detalhes, gramado, casamata, camarotes… Utilizamos um sistema de iluminação LED para representar os refletores”, completa o arquiteto.

O papel do MDF

Desenvolver maquetes sempre foi um processo que atraiu Diego, desde antes da faculdade de arquitetura. Hoje ele desenvolve maquetes para todo território nacional. A matéria prima principal para a confecção dessas miniaturas é o MDF; tipo de madeira já bem difundido e fácil de encontrar no mercado.

“Usamos também acrílicos, chapas plásticas como PVC, PETG, PS e outros polímeros. No entanto o MDF é o que utilizamos em maior quantidade, seja para montarmos as bases, quanto estruturas das torres e edificações ou até mesmo os mobiliários que humanizam os interiores e espaços urbanos”, explica.

Na montagem das bases, toda modelagem topográfica utiliza MDF 3 mm (milímetros); relação entre níveis, taludes, vias, passeios, desníveis suaves e acentuados e base de lagos.

“Quando desenvolvemos as edificações, começamos com um processo de desenho em computador, com softwares de vetorização (CAD) e posteriormente enviados para uma Laser cut, onde todas as peças são cortadas e gravadas a laser”, explica.

“O MDF 3 mm é bem propício para o corte e gravação do laser; tudo que fazemos em maquete passa pelo laser… Já se tivermos pedras, pastilhas, madeiras para serem representados em uma fachada, esses materiais são gravados e, posteriormente pintados com tinta automotiva, recebendo assim a aparência do revestimento especificado no projeto”
diz, acrescentando que o MDF é um material com bom custo benefício e que permite ser, inclusive, dobrado ou arqueado em alguns casos.

Insubstituível

Na última década a maquete eletrônica, virtual ou o 3D ganhou espaço no mercado como uma alternativa mais acessível à maquete física. Para Diego, no entanto, a percepção e encantamento frente à tridimensionalização do real é maior.

“Verifica-se essa informação quando analisadas as maiores construtoras do paí; todas utilizam maquete física como principal ferramenta de marketing e vendas. Enquanto na virtual se tem uma imagem estática, na física temos uma visão 360°; facilitando muito mais o processo de entendimento e venda do empreendimento”

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